Prisão

Sem ser condenada,
Sequer ser julgada,
À prisão fui condenada,
E nela estou confinada.

Dias, meses, se passam,
As estações se revezam.
Para mim, as coisas não mudam;
Pelo contrário, só pioram.

Ao ver, lá fora, os pássaros a voar,
Lágrimas inundam meu olhar.
Meu coração começa a apertar
E eu desato a chorar.

Pessoas vêm, pessoas vão,
E eu permaneço na solidão.
Uns sobrevivem, outros não,
E a mim, só resta a depressão.

Qual terá sido minha maldade,
Para me ser negada a liberdade?
Pesadelo, que é realidade,
Onde o sorriso se torna raridade.

Ao compasso do meu fraco coração,
Suportando a fria solidão,
Tenho esperanças de que, mesmo sem previsão,
Eu possa me libertar desta prisão.

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